
Meus passos como meadas que fiam o destino.
Aquilo que se vê hoje é fruto do que se fez quando menino?
A modernidade da cidade,
Tem por trás esculpida, um mural de estórias
Escritas a muitas mãos que juntas se puseram a desenhar.
Vejo que assim também se dá em minha vida,
Sou o que juntos, todos me ajudaram a riscar.
Não me desfaço de minhas culpas e de meus louros
Mas confesso, fica bem mais leve o emborná.
Nem por isso me desobrigo de cada passo que ensaio
Sei que tenho papel decisivo e principal em meu roteiro,
Mas vejo sim que os que me acercam,
Precisam junto a mim querer construir e caminhar.
Nossos planos não devem por isso ser iguais,
nem ao menos parecidos,
Mas o que vejo em seu castelo deve me causar respeito,
Assombro de nobreza estarrecido.
E não há escrito em lugar algum que se fará primeiro
O que foi para mim predestinado,
Faremos tudo junto, ao mesmo tempo
Lado a lado.
Será um lugar interessante esse:
Construído com fios de passado deslumbrado,
Com perspectiva de futuro bem trançado,
Onde a meada da vida deveria chamar inteira,
Em que se anda pelo centro
e nunca pela beira.




