sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

É preciso não esquecer nada

essa eu tomei emprestado...

"É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.


É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.


O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.


O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.


O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence."

Tu







Chegaste devagar, pé ante pé
com seu silêncio lindo e teu olhar profundo
com tuas palavras de força e fé
que dançam por sobre os papéis do mundo.

te via como amigo querido e fiel
(era o que me contavam de ti)
e confirmando em ti este papel,
te amei como amigo e sorri.

Mas então, deu-se a marcha.
avançaste se achegando a mim como mais
mostrando teu sol, tua graça
tirando meu chão, me obrigando a voar.

e hoje meu vôo acontece junto ao teu
e por isso, brilham meus olhos
e por isso sorriem mar, nuvens e céu

Mas acima de tudo,
sorri o coração em meu peito,
ri da troça do destino
que colocou em um homem-menino
tudo aquilo que me faz feliz!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Me resolvi por sonhar...

Me resolvi por sonhar,
Deixar pra lá as corrente do dia-a-dia
permitir coração e alma levitar
não mais a felicidade fugidia.

Resolvi mesmo que viver é sorrir
Que melhor ainda é o que está por vir
E que por mais e melhor que sonhe
Nada se compara ao presente
Que é o presente.

Por mais que se configure diferente
Nada mais há do que o que certo está
Em seu devido momento,
Nunca em diferente lugar.

Assim como o dia sucede a noite
E a noite nunca se aparta do dia
A vida segue em ciclos de felicidade
Ora muita, ora nem tanto
Mas com a certeza de que o pranto e o êxtase
São somente fragmentos da musica do cotidiano

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

A nuvem vermelha deflagra

A nuvem vermelha deflagra
O fim do dia, a aurora.
Será que de lá de cima
Sorri da nossa existência?

Será que lá de cima,
Me analisa a forma, compara?
Tenho cara de quê?
Me pareço com algo?

Nuvem vermelha no céu,
Que de branca e alva
Foi se enchendo do rubor do fim do dia
Envergonhada talvez de sair
No melhor do espetáculo,
Ou enfurecida talvez
Por não poder comungar da boemia mundana

Queria mesmo chegar ao seu centro
Confirmar que é feita de algodão doce
Que vive pra me divertir com suas formas
E que assim como eu,
Sorri dos nossos jogos
Comunga dos meus sonhos e devaneios
Pareia minha brincadeira de viver.

Saudades de ti...

tal qual gás volátil
teu olhar penetra
e me preenche a alma.
sinto o coração túrgido
de luz, de amor...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Transitoriedade

sigo nesta realidade transitória
etapa de meu verdadeiro fim.
sigo caminhando em solidão temporária
aguardando o epílogo de mim.
carrego comigo a consciência
da não realidade do que vejo
sei que meus olhos estão cobertos
por aquilo que Maya não quer que eu veja.
mas sei também que o tempo é dono
inclusive do que de mim será
e que não me cabe muito além
de vê-lo através de meus olhos, passar.
qual o fim desta senda?
não sei... Carrego comigo única certeza
de que meu próximo minuto não me pertence
então somente caminho
como quem segue por trilhas rochosas
aguardando o próximo vislumbre
do que será de mim.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Te amo como quem ama o vento
como quem ama o sol, as estrelas,
você como astro de minha galáxia.
giramos em nossas órbitas,
com coordenadas independentes,
e em nossos eixos, abscissas e ordenadas
carregamos auto-existência e também cumplicidade.
Te amo de maneira verdadeira e única,
como somente eu poderia amar a você
e como tudo na vida, somos únicos
e por isso mesmo, iguais a tudo e a todos.
e na dança de nossos planetas e mundos,
passamos pela vida sorrindo, dançando, interagindo
bailando no infinito,
procurando compreender a incompreensão
procurando reviver a Divina missão